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sábado, 2 de julho de 2011

Papo de amiga.




Estava em uma sala de espera aguardando o término de uma pesquisa de mercado onde meu filho estava participando. Nesta mesma sala encontravam-se outras três mães que também estavam a espera de seus filhos. O silêncio que existia ali parecia uma coisa que incomodava a todas, imaginem vocês uma salinha com quatro mulheres caladas, da pra imagina?Não. Não dá. Então o que ocorreu... é que começou  logo o nosso papo de tricô, calma, que não era fofoca, tínhamos muita  coisa em comum Eu, Adriana, Lilian e Sonia éramos mães, filhas e fomos adolescentes. O que quero dizer é que esses foram o nosso assunto, nossos filhos, como éramos como filhas e o que fomos quando adolescentes. Então imagine o quanto de assuntos tínhamos pra falar. Cada uma de nós tinha pontos de vistas iguais e também muito diferentes sobre como educar os nossos filhos e como fomos educadas.
Adriana e eu começamos a falar sobre a decisão de ter filhos. Contei a ela que ser mãe de três adolescentes e depois um bebê é muito difícil que é melhor ter mesmo um perto do outro assim crescem juntos e falam a mesma linguagem, apesar de esta adorando ter um bebê os adolescentes tomam mais nosso tempo e nos enchem mais de preocupações, sem contar que para o menor a diferença de idade pesa, porque ele termina tendo que evoluir mais rápido tentando  participar do universo dos irmãos.Adriana então concordou e disse que entendia pois sua mãe teve  sua irmão dez anos depois  e que ela cresceu sem conseguir acompanhar a irmã,porque quando sua irmã  era criança ela já era uma moçinha e não tinha mais  paciência para brincar com ela ,pois  ela já queria sair ,namorar,então elas cresceram em tempos diferentes e que isso refletia ainda hoje na vida das duas.E em meio a esse papo começamos a falar que eu e ela  por sermos as filhas mais velhas éramos os laboratórios de nossos pais,porque para nós sairmos tinhas que implorar e ainda assim receber muito não e  se dar por satisfeita,enquanto nossos irmão parecia não precisar muito que logo nossos pais diziam pode ir minha(meu) filha(o)e não volte muito tarde,assistíamos a essa cena sem poder questionar porque se questionássemos seriamos erradas, e que agente que é filho(a) mais velhos somos na verdade...”Lascadas”  nesse momento nós duas demos muita risadas pois dividíamos  essas experiências sem nem tipo de mágoa.Ao terminarmos os nosso risos Lilian nos disse que não concordava,que existiam pais que se preocupavam em  fazer tudo em partes iguais com seu filhos que era o caso dela.Perguntamos então : seus pais foram assim com você?E Lilian nos disse que seus pais com ela não foram da forma que falávamos, que os pais dela não a impediam de sair, que não sabia como tinha sido com seus irmãos. Lilian era mais nova que seus irmão, então  pedimos a ela que conversasse com suas irmã (aos) para ver se nossa teoria tinha coerência.Sonia nos disse que também não havia encontrado dificuldades para sair ou fazer  algo que desejasse,que seus pais permitam,mas não sabia responder em relação aos irmãos.
Lilian era mãe de três filhos onde dois eram adolescentes e ela nos contou que procurava sempre agir da mesma forma com os dois que o que era para um também era para o outro. Disse a ela que em minha casa adotávamos a mesma conduta e que eu acreditava que tudo o que nossos pais acertaram com a nossa educação usaríamos com os nossos filho e o que não havia sido bom esse não empregaríamos. Lilian nos revelou que quando adolescente era meio rebelde, sai muito e deu um pouquinho de trabalho, engravidou jovem e teve que trabalhar muito cedo para criar o seu filho, e que hoje muito Não, que seus pais haviam dito ela compreendia e que defendia a idéia de que temos que ser “mãe e amiga sem tentar ser moderninha demais”, que devemos dar limite aos nossos filhos. Conhecermos o momento de dizer não e sim. Sonia gostava mais de ouvir o que estamos a conversar era mais tímida já  eu ,Adriana E Lilian nossa ...como falávamos riamos parecia ali que nos quatros já nos conhecíamos. Ficamos duas horas de bate papo interruptas o tempo passou que nem percebíamos. Quando nossos filhos chegaram encontraram uma sala divertida e alegre já não parecia mais àquela sala gélida que encontramos quando chegamos. Foi um dia incrível pra mim muito obrigada  amigas que fiz em simples ida a uma pesquisa.
Essas são muitas das situações que passam em nosso dia a dia, que muitas vezes nos faltam olhar de poeta. Deixar que pessoas novas possam fazer parte do nossa  vida de dividir e trocar experiência, a nossa vida é um corre- corre, mas ela ainda nos permite respirar é só respirar um pouco mais de calma que quem sabe   conseguiremos enxergar” olhar de poeta.”


Texto :Elisangela L.Santos.







Nota: A imagem não ficou muito boa ...rsr a câmera do celular não era muito boa ,mas a ordem das imagens é a esquerda Sonia, no meio Lilian e a direita Adriana.